Ruptura dos Tendões Fibulares

dor lateral no tornozelo

Os tendões fibulares também desempenham função de estabilizadores dinâmicos, tendo uma relação forte com as torções de tornozelo. Nelas os diagnósticos clínicos costumam se focar nas lesões ligamentares laterais. Isso faz com que os tendões fibulares fiquem negligenciados.

As rupturas dos tendões fibulares estão quase sempre associadas às lesões traumáticas agudas ou deformidades anatômicas que ocasionam degeneração crônica e rompimento das fibras tendinosas.

Contusões, entorses e fraturas que envolvem a articulação do tornozelo podem ocasionar a ruptura parcial ou total de um ou de ambos os tendões fibulares. Atletas e esportistas que praticam atividades de impacto, como corrida ou salto, estão mais expostos a este tipo de lesão.

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A lesão do tendão fibular longo é mais rara que a do tendão fibular curto A sintomatologia da lesão do tendão fibular longo quase nada difere do fibular curto.

O local de dor e edema pode estar situado no ponto de inflexão deste tendão junto ao osso cuboide, quando existe lesão do osso sesamoide deste tendão, que em regra está situado exatamente neste seu ponto de mudança de trajeto.

Quando o paciente realiza o movimento,de inversão do pé pode referir dor em decorrência da lesão do tendão fibular longo.

Doenças reumáticas como a artrite reumatóide e a psoríase podem provocar a ruptura espontânea dos tendões fibulares por inflamação e degeneração crônica. Diabetes e hiperparatireoidismo também estão relacionadas com a maior fragilidade e maior chance de ruptura espontânea dos tendões.

A presença do Os Peroneum, um osso acessório inconstante (10 % dos indivíduos) junto ao tendão fibular longo, pode favorecer a lesão por degeneração local e é uma das causas de dor lateral do pé relacionada à doença tendínea. O tratamento cirúrgico para exploração e excisão do Os Peroneum está indicado caso não haja melhora sintomática com o tratamento conservador ou quando ocorrer lesões como a fratura ou a ruptura tendinosa ao seu redor.

A hipertrofia do tubérculo lateral do calcâneo (tubérculo dos fibulares), uma protuberância óssea lateral do calcanhar, pode ocasionar a inflamação por atrito e até a ruptura na passagem dos tendões por sobre este aumento ósseo. O tratamento inicial é conservador (repouso, bota imobilizadora, anti-inflamatórios e gelo), porém, em alguns casos, pode ser necessário o procedimento cirúrgico para a retirada da deformidade óssea.

Tratamento não-cirúrgico (conservador)

O tratamento conservador das lesões dos tendões fibulares consiste no uso de antiinflamatório, repouso relativo, modificação do calçado, órteses e fisioterapia.

Tratamento cirúrgico

Quando existe a persistência do quadro doloroso após a realização do tratamento conservador das tendinite e lesões dos tendões fibulares, está indicada a cirurgia .

A recuperação da cirurgia de tendinite varia de acordo com a lesão encontrada no tendão acometido.

As lesões mais frequentemente observadas do tendão fibular curto seguem dois padrões principais. A rotura longitudinal isolada e rotura longitudinal múltipla caracterizada por áreas de fibrilação.

Quando existe a presença de múltiplos fragmentos do tendão com aspecto de fibrilação, deve-se ressecar os fragmentos degenerados e verificar a possibilidade de realizar tubulização do segmento remanescente ou a necessidade de ressecção de todo o segmento degenerado do tendão, caso não haja tecido viável, seguida por tenodese proximal e distal com o tendão fibular longo.

No caso da existência de lesão longitudinal isolada do tendão , quando esta é menor que cerca de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção da lesão e tubulização do tendão remanescente. Quando a lesão acomete mais de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção do segmento lesado do tendão e tenodese com o tendão fibular longo.

Outras opções de tratamento cirúrgico são sinovectomia, desbridamento de degeneração intra-tendínea, transferências tendinosas de semitendinoso ou tendão flexor longo do hálux.

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Tornozelo e Pé - Brasília
Tornozelo e Pé - Brasília

Dr. Márcio R. B. Silveira, criou a Clínica Salus Ortopedia, Fisioterapia e Acupuntura em Brasília / DF, para atuar principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural, através de protocolo exclusivo baseado na análise cinemática da marcha.

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